Orlando Baumel

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Conheça um pouco desta onda.

A Nutricionista Maria Alice Maciel nos fala um pouco sobre gordura de coco.

Do coco, tudo se aproveita e é gostoso. Pensando bem, nada melhor que uma água de coco gelada em dia de calor; e que tal uma preparação com um toque de leite de coco, fica incrementada, não é mesmo?

Falando em gastronomia, nos países asiáticos usa-se gordura de coco há muito tempo. Quanto a isso não tem discussão, principalmente pelo fato de a gordura ou óleo de coco ter grande estabilidade ao calor, diferente de outros óleos. Dessa forma, consegue-se preparar uma fritura sem queimar a gordura, escurecer o alimento e acabar com gosto de queimado. Além disso, é fato que o óleo, quando passa de determinada temperatura, começa a produzir substâncias maléficas.

O óleo de coco é rico em ácidos graxos saturados,  são ácidos graxos de cadeia média (principalmente ácido láurico), o que proporciona uma metabolização diferenciada. Diferenciada como?  Esse tipo de ácido graxo tem uma rápida absorção e digestão, consequentemente uma rápida fonte de energia.

Porém, de qualquer forma deve-se respeitar o que as diretrizes e recomendações que as sociedades científicas estabelecem que, no caso de gordura saturada é de até 10% do valor energético total para adultos (OMS).

O óleo de coco é extraído à frio e não passa por processo de hidrogenação, o que o tornaria rico em gordura trans.

Muito se tem falado sobre as vantagens que o óleo de coco oferece. Vários estudos tem sido desenvolvidos em diversas áreas, como atividade física, obesidade, cosmética e outras. Porém, ainda há controvérsias, principalmente no que diz respeito às substituições de um tipo de gordura por outro ou por carboidratos e riscos aumentados de doenças cardiovasculares, resistência a insulina, obesidade e outras conseqüências.

A revista American Journal of Clinical Nutrition tem várias publicações sobre o uso de ácidos graxos de cadeia média e seus riscos, mas os próprios autores advertem sobre as controvérsias.

Portanto, podemos usar a gordura de coco, desde que não se ultrapasse a recomendação de 10% de gordura saturada em relação ao valor energético total, obtendo-se, assim, os benefícios sem correr riscos, pelo menos até que sociedades científicas nos indiquem novas regras quanto ao uso dos ácidos graxos de cadeia média.

Por enquanto, aproveitem com moderação.

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